De repente, cheguei aos sessenta. Sim, de repente!
Lá pelos meus 20 anos, sempre que ouvia dizer que alguém
havia falecido aos 60, pensava comigo mesma: “pelo menos viveu
bastante”!
Só que, agora, já não me parece tanto viver 60 anos. Na
verdade, passou tão rápido que nem percebi, nem parece que vivi tanto. Mas, ao
olhar para trás e ver todo o caminho que percorri, tudo que aprendi e realizei,
reconheço que foi uma caminhada e tanto!
Também, lá pelos meus 20 anos, pensava que aos 60 as minhas
questões estariam todas respondidas e, agora que aqui cheguei, constato que
muitas questões não foram respondidas ainda e, surpresa... outras novas surgiram
no lugar das que foram solucionadas.
Ou seja, continuo buscando respostas, buscando significado
para tudo que vivo e sinto e vejo que isso é bom, porque imagino que se tudo
estivesse solucionado e respondido, provavelmente, a vida perderia a graça. E isso
é tudo que não pode acontecer, pois a vida é dom divino, concedido pela “graça”
de Deus e, só por isso ou por tudo isso, merece ser vivida com profundo sentimento
de gratidão e de alegria!
Então, continuo firme minha caminhada de vida, de sonhos e
de realizações. Não importa o fato de ter mais passado que futuro à minha
frente. Enquanto houver vida em mim, haverá oportunidade de novos aprendizados,
de crescimento e de transformação.
E, já que os “especialistas” afirmam que os “sessenta” são
os novos “quarenta”, vou comemorar e aproveitar muito.
Seja muito bem vinda, terceira idade!!!

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